
Pulo de chão em chão, gritando às tarefas e aos afazeres.
Um toque na porta do vizinho, um aperto de mão a um desconhecido, um olá a uma velha confidência, o adeus à desistência.
Pulando pulando num chão, que endurece por tanto pulo.
Aqui ali chamam por mim... corro desalmadamente em busca daquilo e daquele outro. Sempre pulando sempre pulando.
Um telefonema para fazer, o rosto a reviver. Cartas para escrever. Actividades para desenvolver. Só coisas para fazer.
Pulando vou, pulando estou. Sempre pulando.
Por ser pulando que a minha gente se entende.
Será hora do desentender?E deixar a calma uma vez sem nada fazer?
Pulando, pulando.
Mesmo na noite escura eu pulo, sozinha ou acompanhada nos sonhos.
Mas pulando vou respirando.
Pulando vou vivendo.
Feliz quando pulando.
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