
As folhas não se movem lá fora, porque não há vento que lhes pegue. Invés disso, cai a chuva sobre a minha grande janela aberta para a montanha já nevada.
Dou-me conta no instante longo do olhar de que o tempo aqui passa e a vida aqui existe. Este é o sítio onde de facto noto que há algo em mim para além do que conhecia.
Descobri um dom? Não sei.
Sou mais feliz aqui? Não sei.
Sou mais feliz aqui? Não sei.
Nas corridas nocturnas saio da casa, à qual já me atrevo a chamar lar, e lanço-me às florestas virgens dos pensamentos que deixei interrompidos numa outra existência. Sou o pássaro, o sonho e a esperança.
Sou nesses momentos de deambulação da alma a personificação da aspiração que já há muito me faltava.
Será...
Da distância?
Da saudade?
Do medo?
Talvez. Talvez sejam essas as razões pelas quais estou mais perto do meu centro.
Mas o que importa? Para quê questionar?
É tempo de viver o tempo no qual me atrevi a perder-me.
É tempo de viver o tempo no qual me atrevi a perder-me.
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