Project AP. Maristas
Vamos escrever sobre o que nos apetecer, da forma que sentirmos, sem nunca pensarmos porque é que o continuamos a fazer...
Frase do Dia
- "Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"
sábado, 25 de junho de 2011
Aprendemos a não ter mais do que aquilo que nos prometem.
Somos ensinados a não desejar mais do que aquilo que podemos.
Escolhem-nos destinos que lhes parecem certos.
Dão-nos luz para nos guiarmos entre a manada.
Um mapa para a encruzilhada.
E um deus, para quando der jeito.
Outros tantos, vão-nos dando água para calar a sede da amargura.
De vez em quando uma flor, para o velório da aventura, que devia ter existido e nunca existiu.
Uma quantas vezes uns sapatos novos, porque a vida dura dói, mas não magoa.
E há quem ainda tenha espaço para trazer o chapelinho amarelo. Fofinho e quentinho, no verão, faz lembrar o ventre da mamã, que de parecença com Mãe só mesmo a capacidade de chocar filhos.
Pode ser assim?
Pode. É muitas vezes assim. Demasiadas vezes até.
Começa a estar na hora de
Aprendermos o que não é permitido ser ensinado
de
Desejarmos aquilo que nunca ninguém desejou
de
Escolhermos o nosso próprio destino.
de
Nos guiarmos pelo luar.
de
Largarmos a bússola e partir para a descoberta
de
Concebermos um deus, que exista no que de divino Ele nos deixou
de
Passarmos sede de amarguras
de
Proclamarmos a ressurreição da nossa nossa aventura, que não tendo existido, Tem de existir
de
Andarmos mais vezes de chinelos
de
Largarmos o chapéu amarelo e andarmos de cabelo ao vento.
Somos ensinados a não desejar mais do que aquilo que podemos.
Escolhem-nos destinos que lhes parecem certos.
Dão-nos luz para nos guiarmos entre a manada.
Um mapa para a encruzilhada.
E um deus, para quando der jeito.
Outros tantos, vão-nos dando água para calar a sede da amargura.
De vez em quando uma flor, para o velório da aventura, que devia ter existido e nunca existiu.
Uma quantas vezes uns sapatos novos, porque a vida dura dói, mas não magoa.
E há quem ainda tenha espaço para trazer o chapelinho amarelo. Fofinho e quentinho, no verão, faz lembrar o ventre da mamã, que de parecença com Mãe só mesmo a capacidade de chocar filhos.
Pode ser assim?
Pode. É muitas vezes assim. Demasiadas vezes até.
Começa a estar na hora de
Aprendermos o que não é permitido ser ensinado
de
Desejarmos aquilo que nunca ninguém desejou
de
Escolhermos o nosso próprio destino.
de
Nos guiarmos pelo luar.
de
Largarmos a bússola e partir para a descoberta
de
Concebermos um deus, que exista no que de divino Ele nos deixou
de
Passarmos sede de amarguras
de
Proclamarmos a ressurreição da nossa nossa aventura, que não tendo existido, Tem de existir
de
Andarmos mais vezes de chinelos
de
Largarmos o chapéu amarelo e andarmos de cabelo ao vento.
sábado, 18 de junho de 2011
"Ensaio para um exame de patifes"
Movidos por momentos "nerds" obrigatórios, todos temos sido nestes últimos tempos ratos de biblioteca... Uns mais que outros, já se sabe, mas todos ("e coitadinhos de nós!") vamos sofrendo um pouco com esta literatura que nos é impingida, cuspida... como se de baldes de cuspo vivesse a alma.
Por ter surgido de uma forma distinta, (isto é, espontânea) daquela que surge essa literatura cuspida, partilho convosco um texto, cujo título ousa ser "Ensaio para um exame de patifes" (O querido Saramago que me perdoe o plágio "inocente"...e os "patifes" que me perdoem a denominação pouco estóica)
A palavra “viagem” corre, só por si, o Mundo inteiro. Nos diferentes idiomas o ser Humano expressa a sua vontade de partir para se encontrar a si e aos “outros”. Movidos por um impulso de fuga, por um chamamento divino ou mesmo porque a curiosidade é, e será sempre, o verdadeiro motor da nossa existência, partimos na busca da aventura, do conhecimento ou do sossego.
Também eu, amante das viagens, vejo sempre e em cada uma, a demanda do espírito que,me permitirá adquirir um novo tesouro, cujo conteúdo me é oferecido pelos novos povos com que contacto, pela cultura ou pelos elementos naturais distintos, dos que encontro no lugar a que chamo “casa”. O ganhar de uma nova visão sobre as distinções existentes entre as diversas culturas é dos aspectos que mais me atrai. Por exemplo, quando assistimos a uma celebração eucarística de uma diferente religião, num país também ele diferente, o conhecimento do outro e de uma outra divindade pode revelar-se uma experiência inesquecível. A gastronomia é, sem dúvida, outro factor interessante a considerar. Os portugueses afirmam-se um pouco por todo o Mundo neste domínio, no entanto, será nobre relembrar que a nossa riqueza, a nossa expressividade nesta arte está intimamente relacionada com as viagens realizadas num passado glorioso. Viajar para conhecer outras culturas gastronómicas é por isso, não só uma retoma de velhas práticas como também uma forma de alargarmos, ainda mais se possível, o nosso conhecimento.
Em suma, a viagem, para além de oferecer ao homem a possibilidade de se libertar de um “monótono dia a dia” ou de uma “ânsia de querer viver tudo”, permite um profundo contacto com outro. O outro que existe em cada nova experiência que vivemos e que nos deixa uma marca duradoura na memória e, quiçá, na vida.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
África
Correr para ficar só
e extasiada, naquela bruma
que encandeia, que alegra,
que gera vontade.
Sentir os sons,
os cheiros, as cores
o quente da aragem,
do infinito que existe,
na profunda renovação do "eu".
Isto é África meus amigos,
não a África que existe
na tristeza dos jornais,
ou nas lágrimas dos esfomeados.
Esta é a África bela,
O lugar único.
O lugar onde Deus ousou espelhar
o que de mais belo
existe na imaginação dos Homens.
Sentir-me,
É sentir-me lá,
numa África que podendo não existir no espaço
podendo não existir no tempo
da minha infância ou da minha velhice
Existe.
Porque outrora a sonhei.
e extasiada, naquela bruma
que encandeia, que alegra,
que gera vontade.
Sentir os sons,
os cheiros, as cores
o quente da aragem,
do infinito que existe,
na profunda renovação do "eu".
Isto é África meus amigos,
não a África que existe
na tristeza dos jornais,
ou nas lágrimas dos esfomeados.
Esta é a África bela,
O lugar único.
O lugar onde Deus ousou espelhar
o que de mais belo
existe na imaginação dos Homens.
Sentir-me,
É sentir-me lá,
numa África que podendo não existir no espaço
podendo não existir no tempo
da minha infância ou da minha velhice
Existe.
Porque outrora a sonhei.
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