
Começa a estar na hora de deixar-mos o nosso grito invadir os vossos corações...
Começa a estar na hora de mostrar a esperança que trazemos, que nos suporta nos momentos frenéticos...
Começa a estar na hora...
Vamos escrever sobre o que nos apetecer, da forma que sentirmos, sem nunca pensarmos porque é que o continuamos a fazer...


Hoje e só hoje, embriagada de Utopias, não tenho comigo o desejo a ambição de chegar fundo... Fundo, No lugar, no estado onde os sonhos são magias, onde vemos o quão dependentes e portadores somos de todos os movimentos e frases mecanizadas, onde realmente ficamos parados no escuro e podemos sentir o nosso próprio medo, o pulsar dos acontecimento, a evolução das "bolas" traficantes de risos, das palavras "amo-te" e "desculpa", que bem em cima são as que todos usam para proteger a cara esquecendo o coração, mas esse...Esse há muito que foi ocupado pelo veneno asfixiante, esse que espera ansiosamente pelo seu desfeche e que um dia disfar-se-à em pó de ruína.
O Sítio onde sentimos todas as fagulhas e farpas que se enraizaram ao longo dos tempos na nossa pelo e que ainda hoje permanecem, por debaixo de uma fina camada. O Sítio das maiores loucuras, onde suamos e sofremos das maiores inquietações que fazem vibrar e ferver todas as memórias e todas as raivas. O sítio onde cansada desmaio no chão e oiço a música da despedida por entre os últimos caminhos que me restam.
Esse lugar, O que é diariamente a busca incessante, o fundo das coisas, dos pensamentos dos acontecimentos, que tomo hoje como a desilusão, mas onde na verdade o caminho até ele são os momentos mais felizes... Mas este lugar estranho é só mesmo no fundo do fim, e dou-te esta morada para que não o procures... Por cima deste estão muitos outros degraus, muitas outras rampas...e bem à superfície sempre com a vista de um céu deslumbrante e encantador eles andam, riem e falam do que não entendem mas sempre com a confiança e o amor para com o veneno que os atraiçoou e que é hoje uma força maior que a própria pátria, que a própria honra; E isto nunca mudará e quando mudar.. e se um dia mudar, já será tarde...depois das despedidas... os antídotos já terão voado para longe, num lugar de outras curas.
Encostada à porta do café de sempre, com a tristeza no olhar escorrem-me pela cara as lágrimas, e na mão, aí guardo-as, as minhas, e as tuas.
Corremos na praia, por entre lençóis, Partimos e chegámos, tantas vezes alegres,outras quantas esgotados.
Dançámos no sol, com a lua dentro do nós,em planícies de mar e em ilhas desertas. Tanto tempo dançamos,que saltámos para partes incertas.


Sem qualquer subtileza ou estética e no meio de tantas quebras, por hipocrisias desnecessárias... (re)nasceu uma mente difícil e distante... correu pelo vazio e gritou "acordem", sonhando o futuro deste ciclo(circulo)...O tempo acabou, a sua vida cessou... O Mundo voltou à sua rotina normal... mas sabendo que tal coisa desequilibradamente lúcida...vagueia por ai... pelas ruas... ao nosso lado...deixando sempre o mesmo impacto, frio, desajeitado, passageiro... (ponto final)
O Sol nasce e cada vez tenho mais certeza que estamos juntos nesta batalha infinita... sem inimigo determinado... sem fim predestinado! Chegámos a este lugar sem saber o que fazer...ficou saturado das malícias dos imprudentes...mas isso poucos nos afecta... esta força que nos une e que nos alimenta todos os dias, faz de nós os diferentes e torna todas as coisas insuportáveis em degraus, nesta escada de vícios e plenitude!O nível é intenso, o poder é inexplicável...E estranhamente lúcidos, relembrando talvez o impossível do ser Humano...vamos os dois, lado a lado caminhando pela linha do horizonte que nos "separa"...

É a falta de coragem perante nós próprios? É a essência que nos faz parar e pensar, o quanto pequenos somos perante o Mundo, ou para o Mundo? Será uma contradição da nossa consciência?Um truque que não dominamos? Não sei... Mas pouco procuro essa resposta... O Medo que nos rondou várias vezes, mas que nunca se apoderou por completo...soubemos vence-lo ou evitá-lo?
Vi um espelho no fundo de uma sala e fui ao seu encontro. Vi nesse espelho um tracejado apagado da minha própria imagem...:Vi Gestos... Vi Caras... Vi a Sociedade, que nada é, para além disto...Eram todos diferentes com mentes mediocremente iguais, senti-me nela, mas com uma taldistancia que conseguiria ultrapassar o Longe, não o longe concreto, porque ninguém possui a sensibilidade total de sentir o seu existir; num rasto de longe, estava essa distancia.
Não sentia os pensamentos naquela amostra palpável de longe... sentia toda a mente, corpo...completamente desenquadrada de todo aquele cenário. Apenas(?) precisava, das emoções, das multidões, dos gestos, das facadas, dos tempos...dessa sociedade, tanto.Ganhei coragem para ultrapassar todos aqueles vultos, todos aqueles ombros que fingiam carregar cargas pesadas; mas apenas me consegui abstrair de todo aquele cenário palpitante e poderoso que transmitia e movimentava corpos.Olhei para o lado e tinha-os a eles! Ficarão para sempre?Sim! Não, não é esse sempre, é aquele sempre que poucos conhecem, difícil de tocar, difícil sequer de ver... na fronteira imaginária do tudo e do nada, no fim, no princípio, do Mundo, por detrás da fronteira do Horizonte!?Não sei...Na nossa pequena, constante evolução do dia a dia, revelando apenas pequenos e finos grãos de areia... uns ficam outros vão, uns não voltam... Neste estúpido, mas genuíno espelho onde tento encontrar grandes respostas!Mas fico-me pelas pequenas ... são mais relevantes, mais marcantes, mais puras, mais nossas.Desejava ter apenas os bons, mas quero Sentir também os maus!
Quem percebe o que escrevo? Não interessa... não quero que entendam...
Quero que façam parte, todos sem qualquer excepção, mas que só eles, ele, ela possa(m) ficar por fora de todo o enredo do puzzle que forma tal espelho, só eles... Que lutarão dia a dia, por cada segundo ganho e perdido, na guerra dos reflexos; conseguindo ser Suficientemente fortes para serem os transparentes do(s) Eles, Ele, Ela... desprezando todo o foco reflector de dentro da posse, do desequilíbrio abismado...Mantendo-se no perfeito equilíbrio da linha da vida concreta.
A visão nítida do mais profundo, dissipou-se em poucos segundos atrasando o momento, passando para o mais íntimo, do próprio Eu.
Tudo voltou à realidade... Um momento perfeito da imperfeição humana... Essa sensibilidade visual é capaz de nem voltar... estando o seu sentido perdido à deriva, à base do Agora e do imprescindível.
Abri o espaço onde meti o vazio e o nada, e escrevi…
guidas... olhei-a como se não fosse olhar mais, mas vi sempre a mesma imagem... Sentidos diferentes, imagens iguais... Não sei bem explicar, mas sinto-o... este Mundo repleto de novas experiências, de novas pessoas...mas o lugar onde muitos insistem em resistir a tudo isto e continuamente o tentam destruir...
assado e de pensamentos eludidos... Não sei se realmente me fazes falta ou se mantenho o desejo ligado a todos os momentos perdidos em minutos e horas sem fim!Tudo mudou... não estou infeliz, ligeiramente triste e um pouco perdida, dou conta de todos os gestos à minha volta, critico-os mas não os tento mudar, sinto falta daquilo que me suporta da base dos meus pensamentos, desejava encontrar-me em páginas de livros ou numa frase de um música desconhecida, mas nada parece ser suficiente... espero por dias melhores e tento através de conversas e pensamentos perdidos, continuar com a construção do caminho....não sei o que realmente me afecta, não sinto tanta falta, sinto apenas que tudo isto faz parte e amanha espero acordar com um novo sol a bater na cara...Espero por mim amanhã